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Estudo do Banco Mundial sobre facilidade de negócios em 183 países traz Brasil na 129ª posição |
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As pequenas e médias empresas empregam quase 70% da mão de obra no país, representam 98% das firmas registradas e, dependendo da metodologia, respondem por até 25% do Produto Interno Bruto (PIB). É pouco. Pela sua importância social como empregadoras, além de também abrirem a primeira porta aos jovens que chegam ao mercado de trabalho todos os anos, as pequenas e médias empresas, ou PME, como são conhecidas, deveriam ser alvo de políticas que reduzissem o fosso que as separa das grandes corporações. Ou aumentassem sua fatia sobre o PIB, que é a maneira de medir a musculatura das PME. O ambiente dos negócios até que tem melhorado, mas muito menos do que deveria e, seguramente, muito pouco comparado ao progresso em outros países. O Brasil, na comparação com o resto do mundo, é um gigante de ombros largos e pernas finas. São sobre as centenas de milhares de PME que se apóia a economia, enfim. Aqui. E no mundo. A fotografia dessa aberração empresarial está nítida na 7ª edição anual do Doing Business, o magnífico levantamento do Banco Mundial sobre a facilidade de fazer negócios em 183 países a partir de dez indicadores — de abrir e fechar empresas ao tempo para registrar uma propriedade e o custo para cuidar dos impostos. O Brasil ocupa a medíocre 129ª posição no ranking. E ainda perdeu dois postos em relação à lista do ano passado, porque outros países fizeram mais pelas suas empresas, sobretudo as pequenas, e o empreendedorismo. Aqui se exigem 16 procedimentos para abrir uma empresa, que nasce 120 dias depois, em média, ao custo de 6,9% da renda per capita, considerada de US$ 7.351 pelo Banco Mundial. Na Austrália, 9º no ranking do Doing Business, com dois papéis e o custo de simbólico 0,8% da renda per capita, US$ 40.351 — portanto, por quase metade do custo no Brasil —, abre-se uma empresa em dois dias. No Chile, 49º na lista do Doing Business, mais alta para um país da América Latina, abre-se uma empresa em 27 dias. Nos EUA, o 4º do ranking (liderado por Cingapura), em 6 dias. Na China, 89º, com 14 papéis e em 37 dias. E lá é uma ditadura comunista... Fechar uma empresa é outro drama brasileiro. Leva quatro anos. Na Austrália, faz-se isso em um ano. Nos EUA, pouco mais: em um ano e meio. Na China, em 19 meses. Constata-se por que há país mais bem sucedido que outros: os pequenos detalhes que fazem a diferença. Em todos os países desenvolvidos, as grandes empresas, inclusive as estatais, como as chinesas, são maiores e até mais incentivadas que as brasileiras. Mas as suas PME merecem atenção ainda maior. |
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