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| Pré-sal cria oportunidade de negócios para pequenos fornecedores do setor petrolífero | ||
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A exploração de petróleo na camada do pré-sal é o grande tema do momento para centenas de empresários brasileiros de todos os portes. Notícias e informações sobre o assunto estão sendo atentamente acompanhadas por eles, em especial por aqueles que estão à frente de micro e pequenas empresas (MPE) já participantes dos projetos desenvolvidos pelo Sebrae em parceria com a Petrobras. Mais de 8 mil dessas empresas de pequeno porte foram identificadas como fornecedoras potenciais ou efetivas do setor petrolífero, nos últimos cinco anos, pelo convênio Sebrae/Petrobras. Cerca de 6,3 mil delas foram convidadas a participar das ações de capacitação, seminários, consultorias e rodadas de negócios, realizadas pelas Instituição e empresa parceira. Em 11 estados, 2,3 mil MPEs foram qualificadas como fornecedoras da Petrobras e do setor petróleo e gás pelo convênio Sebrae/Petrobras, entre 2004 e 2008. Um total de 352 empresas-âncora (compradoras de grande porte do setor P&G) e 2,9 mil fornecedoras de pequeno porte participaram de 33 rodadas de negócios, realizadas pelo mesmo convênio nos anos de 2005, 2006 e 2007, que totalizaram R$ 1,5 bilhão. Integrar o seleto cadastro de fornecedores da Petrobras é o sonho de muitos empresários que convivem com as unidades de negócios da companhia, presentes em diversas regiões do país. Os pequenos fornecedores de produtos e serviços querem dar o salto junto ao setor petrolífero rumo a um futuro melhor e mais promissor, em termos de faturamento, geração de empregos e distribuição de riquezas. A exploração do pré-sal é vista como uma ponte para um novo ciclo virtuoso da economia nacional. “No nosso caso, acreditamos que a demanda vai aumentar muito e queremos ter uma fatia boa desse mercado”, afirma Jader Martins, diretor da empresa mineira Hydroclean, produtora de absorvente de óleo (‘oil sorb’), 100% nacional, destinado ao setor industrial. O produto é resultado de anos de estudos e pesquisas do empresário, que é também doutor e professor em engenharia química da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Martins está à frente da Hydroclean há oito anos. A pequena empresa tem muita dificuldade para se cadastrar diretamente na Petrobras como fornecedora, segundo Jader. “Nossa expectativa é relativa aos grandes fornecedores da Petrobras. Já até submetemos nossos produtos à algumas empresas do Rio. Fazemos parte da Rede Petro Minas”, informa o empresário. O pré-sal tem sido tema recorrente nas palestras da Rede Petro Minas, que reúne empresários qualificados pelo convênio Sebrae/Petrobras, segundo ele. Empresas como a Armtec, de Fortaleza (CE), especializada no desenvolvimento e produção de equipamentos e sistemas de robótica, estão projetando novos produtos e serviços ou adequando os existentes às profundidades da camada do pré-sal. “Já estávamos projetando tecnologia para atender demanda da Petrobras de guindastes para exploração em plataformas marítimas para 2012 e 2013, antes do anúncio do pré-sal. Há mais de 20 anos o Brasil não produz esse tipo de guindaste”, afirma Roberto Macedo, diretor da Armtec. Atualmente um guindaste off shore para 27 toneladas, utilizado nas plataformas marítimas, custa entre 7 e 15 milhões de reais, informa o empresário. “Imagino que até a exploração do pré-sal ser iniciada, serão necessários uns duzentos guindastes. Nossa expectativa é relativa, no entanto, pois dependeremos se vamos poder enquadrar nossos produtos às demandas que o pré-sal vai requerer”, complementa Roberto. O diretor da Armtec sugere às MPEs que entrem nas Redes Petro apoiadas pelo Sebrae/Petrobras em seus estados para aproveitar as oportunidades e se qualificar para ter acesso aos negócios da cadeia produtiva. “É mais fácil conseguir se tornar fornecedor por meio das empresas contratadas diretamente pela Petrobras, que são responsáveis por projetos, engenharia e contratações”, sugere o empresário. Outras grandes empresas exploradoras de petróleo e gás também são geradoras de ótimas oportunidades para as pequenas empresas fornecedoras de produtos e serviços, observa. “Nossa expectativa é muito boa. Aprovamos a atitude do presidente Lula de fazer o marco regulatório do pré-sal para proteger a indústria nacional. Pretendemos atuar no monitoramento em águas profundas”, diz Wilsa Atella, diretora da Ambidados, uma pequena empresa que analisa variáveis do mar, criada por pesquisadores egressos do Programa de Engenharia Oceânica da Coope/UFRJ em 2006 e instalada, desde o final de 2007, na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Coope/UFRJ. “Estamos desenvolvendo uma bóia meteoceonográfica, com transmissão via satélite de dados on-line, que poderão ser fornecidos às empresas exploradoras de petróleo. Com o potencial da camada do pré-sal, o potencial de negócios aumenta muito”, diz a pesquisadora e empresária. Os contatos já estão começando a ser feitos, segundo ela, para que em médio prazo a Ambidados receba o bônus do novo mercado que desponta. “Temos concorrência forte no plano internacional”, resume. O pré-sal vai movimentar bastante a indústria de todos os portes, segundo Wilsa. |
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