22.10.2009  
 

Microempresas e Empresas de Pequeno Porte sustentaram a crise no Brasil

 

Se o Brasil tem demonstrado sinais que a crise financeira mundial está ficando para trás, as microempresas e empresas de pequeno porte tiveram papel fundamental para o reerguimento da economia nacional. Essa afirmativa foi consenso durante a abertura do 17º Congresso Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas, hoje (quinta), no Centro de Convenções de Pernambuco.

Para José Tarcísio da Silva, presidente da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro) e da Federação das Associações das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte de Pernambuco (Femicro-PE), entidades organizadoras do evento, as microempresas e empresas de pequeno porte sustentaram o Brasil durante o período de instabilidade econômica.

"Na crise, as microempresas foram a base do País. Enquanto os outros setores demitiram, as microempresas e empresas de pequeno porte contrataram. Toda sobra de recurso, elas não deixaram de investir. Aumentaram variedade de estoque e ampliaram o espaço físico, sempre contratando mais gente", afirmou.

 
Já o ministro da Previdência, José Pimentel, afirmou que o Brasil foi atingido mais tardiamente pela crise e está saindo mais rápido. E um dos principais responsáveis por isso foram justamente as microempresas. "Elas geram 60% de todos os empregos do Brasil com carteira assinada. E, no primeiro semestre, enquanto os outros setores aguardavam o

desfecho da crise, elas empregavam, gerando saldo ainda mais positivo no número de empregos com carteira assinada. Por conta delas, fechamos o primeiro semestre no positivo", disse.

Para o secretário Nacional do Comércio e Serviço, Édson Lupatini, é necessário convergir esforços para, cada vez mais, valorizar as microempresas e empresas de pequeno porte do Brasil. "Temos que trabalhar fortemente para colocar esse segmento tão importante no patamar que ele merece. Este é o setor que dá cidadania para o nosso povo", afirmou.

 
No Brasil, são 3,5 milhões de formais, contra 11 milhões de informais. Em Pernambuco, o número de informais é de 667 mil.
 
O 17º Congresso Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas segue até amanhã (sexta) com palestras do secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, do secretário de Turismo do Estado de Pernambuco, Silvio Costa Filho, do gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick, e do consultor do Sebrae Nacional, Daniel Bereselli.
 
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