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Microempresas temem aprovação |
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Os deputados, de acordo com o presidente da Comicro, dificilmente adotarão uma postura contrária aos trabalhadores |
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A luta dos trabalhadores pela redução da jornada de trabalho, sem redução dos salários, continuou ontem, na Câmara dos Deputados, em Brasília. As empresas, principalmente as micro e pequenas, dizem que, caso a PEC seja aprovada, podem sair lesadas. Para José Tarcísio da Silva, presidente da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro) e da Federação das Associações das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte de Pernambuco (Femicro-PE), a discussão não deveria ser generalizada. “É preciso pensar na diferença que existe entre os empregadores. As micro e pequenas empresas, principalmente aquelas que possuem entre três e dez funcionários, não podem ser comparadas com as grandes empresas. Há diferença nos gastos e na capacidade de produção”, afirmou. Tarcísio também falou que os argumentos que os trabalhadores apresentaram no plenário continuaram os mesmos: melhor condição de vida para os trabalhadores, aumentar o número de vagas de emprego, dizendo que não existe prejuízo para os empresários. Os deputados, de acordo com o presidente da Comicro, dificilmente adotarão uma postura contrária aos trabalhadores. “Mas nós esperamos que haja um consenso”, concluiu. Representando a Fiepe, o presidente do Centro das Indústrias, Aurélio Nogueira, também transpareceu preocupação. Destacou que legislação não cria emprego, haja vista que as empresas recorrem à informalidade, compram equipamentos modernos ou simplesmente elevam o preço final dos seus produtos. “A França adota um regime de 35 horas de trabalho e tem 20% de desempregados. Portugal, Noruega e Áustria têm cerca de 40 horas e o índice de desemprego deles é superior a 15%”, argumentou Nogueira. |
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| Fonte: Folha de Pernambuco | |||
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